Nada É Impossível De Mudar
Desconfiai do mais trivial ,
na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente:
não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
pois em tempo de desordem sangrenta,
de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
de humanidade desumanizada,
nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
Bertold Brecht
Engraçado... eu realmente achei que nada mais me surpreenderia, principalmente nada que viesse do governo americano. Aliás sou constantemente taxada de acreditar em “teorias da conspiração”.
O fato é que ontem ao assistir o documentário “Fahrenheit 9/11” de Michael Moore eu consegui o que achava improvável, ou mesmo impossível: aumentar o ódio que sinto de George Bush.
Todas as pessoas que insistem em colocar os americanos num pedestal e falar de boca cheia que os EUA são o melhor lugar do mundo porque lá não existe pobreza deveriam ver a manipulação do partido republicano que simplesmente “sumiu” com o voto dos negros nas ultimas eleições presidenciais, e que depois, no afã de bombardear o Iraque, enviou esses mesmos para o front.
Osama Bin Laden, da Arábia Saudita, membro da Al-quaeda se refugia no Afeganistão, que recebe umas bombas só pra disfarçar e o Iraque que é bombardeado “para conter o terror”.
Negócios escusos estão por detrás de cada ação.
Cada país bombardeado em nome da implantação de um regime democrático, depois recebe um presidente que tenha algo a ver com os negócios da família Bush.
A família Bush, aliás que mantém negócios com a família Bin Laden, e que após o 11 de setembro, tendo ordenado que nenhum vôo entraria ou sairia do país, mandou a família Bin Laden em segurança para a Arábia Saudita, que negocia armas com o Talebã (sim o mesmo talebã que foi bombardeado no Afeganistão), e que inventou de botar na cabeça que o Iraque tinha armas e também queria atacar os EUA, forjando assim um “ataque preventivo” a um país que é rico em jazidas de petróleo...
Michael Moore não nos poupa das imagens de corpos de bebês iraquianos dilacerados e de mães desesperadas mostrando que apenas civis foram alvejados nos ataques americanos, e nem das cenas indigestas de soldados americanos falando da “adrenalina” que é matar aquela gente. Riem, como se matassem pragas.
O fato é que eles também morrem às pencas. Já morreram mais soldados americanos no Iraque do que na Guerra do Vietnã, e é só aí, quando atingidos no seio de suas famílias que os cidadãos americanos se dão conta de quem colocaram no poder.
Seus filhos estão morrendo porque as “organizações Bush” tem sede de petróleo?
Até quando vamos fechar os olhos e acreditar na abobrinha de que iraquianos e o povo do oriente médio em geral são seres desprezíveis que merecem morrer?
Não vamos nos esquecer também, que nosso país faz parte dessa palhaçada, quando envia tropas para o Haiti, para fazer barbaridades semelhantes.
Por isso eu recomendo a todos um pouco de indignação diante desse fato: assistam ao documentário! Façam apenas isso. Assistam.
2 comentários:
aia, faz tempo que eu estou para assistir este documentário.....mas acho que não va mudar grande coisa no que eu penso pois sempre chei o governo norte america imperialista, que baba pelos EUA patetico e a guerra do iraque uma grande jogada comercial.
Olha só, amanhã é dia internacional da muié e , esquecendo a frescurite,se fores postar algo, lista teu blog na blogagem coletiva. bjos
Farenheit só pecou em um aspecto: Moore divulgou demais
No entanto, é um baita documentario. Ele criou um estilo próprio. Uma pena que nem os estadunidenses pensem assim.
beijos
...!
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